

Você pode ter um produto bom, interface bonita, features completas, tecnologia sólida, e ainda assim, ninguém comprar de você. Neste caso, o problema quase nunca está no produto e sim na falta de clareza de valor.
O framework Value Proposition Canvas tenta endereçar esse problema.
A maioria das empresas começa pelo lado errado:
O problema é que o cliente não compra feature. Ele contrata um produto para resolver um problema específico. Essa ideia vem do Jobs to Be Done: o cliente não quer o produto — ele quer o resultado.
O Value Proposition Canvas é um modelo que responde uma pergunta simples: por que alguém deveria escolher você?
Ele divide o problema em dois lados.
Valor só existe quando essas duas partes encaixam.
Tem três níveis aqui:
A maioria morre no primeiro, porque acha que entendeu o cliente, mas não entendeu.
Comece pelos Jobs, não pelas ideias. O que essa pessoa está tentando resolver? Em que contexto? O que ela já tentou Depois, liste dores de verdade. Evite genérico.
Ruim: falta de tempo
Bom: perde 40 minutos por dia configurando ferramenta X
Gains também não são “coisas legais”. São resultados desejados: ganhar tempo, reduzir risco, evitar retrabalho, parecer mais competente. Só depois disso você pensa no produto. O que você oferece? Qual dor resolve? Qual ganho gera?
Se você não consegue ligar direto, sua proposta é fraca. E aqui entra um ponto que quase ninguém faz: cortar.
Se algo no produto não resolve dor nem gera ganho, é excesso.
Quando isso está bem feito, algumas coisas ficam óbvias:
E principalmente: você para de construir coisa que ninguém quer.
